## Isso é um teste

### Testando

Vamos ver se este _app_ presta

Eu Quero escrever

Mas veja você

Eu não uso mais folhas

Só teclas

::Planas:: na tela

Minha letra, mesmo »‚imperfeita‘«

Já não é o tanto que importa

Mesmo que o meu _r_ cru

Seja de orelha torta

Eu queria escrever

Mas veja logo você

Já não uso mais caneta

Às vezes me ::_Bate_::

Saudade

Do ::carbono:: da idade

Dentro de uma lapiseira

Mas eu Sigo

Testando

Escrever perante os anos

Enfrentando o sistema

Desenvolvo a Consciência

De que já se usaram「penas」

Sangue, tinta,

Carvão e até gordura

E o que antes eram Mãos em grutas

Hoje cintilam em telas pretas

Nas teclas planas

LETRAS

Talvez um Dia

Eu

Ama

. dur

👏💃

Vamos trocar ideias?

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POESIA – Pra não dizer que não falei de horrores

Essa esquerda, essa esquerda que carece

Essa direita, essa direita que padece

E esse meio, esse meio que emudece

E esse cume, e esse cume que enriquece!

E essa gente, e essa gente que adoece

Que ri e chora, e fica boa

E esquece!

Esse buraco, esse buraco não tem fundo

E essa terra, é lama, é lodo, esgoto imundo

Que se cavar capaz de dar voltas no mundo

Mas isso vale só pra quem raiou o dia

Pra quem suou, cansou, comeu a boia fria

E espera o troco com alvoroço ao fim do dia

E eu não entendo…


Todo mundo tem uma porta,

Que se passa

E não se volta

Todo mundo tem uma porra morta

Todo mundo tem uma porta

Que o passo

Já entorta

Todo mundo tem uma porta joça

Todo mundo tem uma porta

Que se engata

E não se solta

Todo mundo tem uma porta torta

Todo mundo tem uma porta

Que se bate

E não se volta

Todo mundo tem uma porta oca

Todo mundo tem uma porta

Que se abre

E não se importa

Todo mundo tem uma porta ampla

Todo mundo tem uma porta

Que, se bate

Não se volta

É a alma

Morta

💕👏

Vamos trocar ideias?

@izabellacristoautora


Pólo joalheiro — Bel´m do Pará

Nem tanto Braguiana, nem tanto para Gonçalves. Não sou nem dos vales, nem dos Alpes. Não sou tão brava. Só meio arretada. Ainda temo a Deus e busco um norte. Espero que um dia algo me salve.

Nem tanto a Tchekhov, nem tanto a Kafka. Acato uma boa batalha. Gosto de pôr a realidade à mostra, com ares de pouca revolta. Uma mente solta e voando apetece, colocando em xeque pedaços ao vento, mas sempre com alguma ponta dos pés no chão.

Aprecio doses de dor, mesmo que seja as de desamor ou ainda as de cotovelo. Aceito as dores…


Exposiçaõ art of the brick Nathan sawaya

Aconteceu do poeta esquecer de escrever sobre qualquer outra coisa que o valha, pois o teísmo da vida lhe esmaga, lhe impedindo de pensar em anedotas.

As histórias da mente por ora estão mortas, pois, por vez, escrevermos somente memórias.

O poeta já não sabe se a literatura imita a vida ou a complementa. Se a sustenta, transforma ou inventa. Ou se nem tenta. O poeta já nem sabe onde está. Na vida , às vezes há de vagar.

Certas ocasiões o poeta só escreve. Não embeleza. Não conta. Só espanta.

Espanta os velhos hábitos, os espantalhos, os fantasmas, os…


Millôr Fernandes em Guia Millôr da filosofia

Poesia – Quando foi?

O que somos

Antes de ser

Alguém

Onde estou

O que sou

Que será

Mais além?

Quêde os pedaços

encalos e rastros

daquilo que me formou?

O que sou

O que era

Quê de menina

Quimera

Quê de marcado

O traçado

A fronteira

A marca que marcou

a mudança de Era

Onde está

Escondida

A marca oca

A moça louca

Onde está?

Onde estava

A velha estaca

Que cravou o peito

A faca

Que domou o jeito

De me levar

Onde estava

O pássaro morto

Na gaiola

O espiga de milho

No joelho

O prego na planta

No pé

Quêde


O Grito por Nathan Sawaya The art of brick

Ser feliz?

Deus que me livre.

Terei que apagar essas cicatrizes?

Cadê a honra?

Cadê a dor?

A amargura?

A tortura?

A falta de amor?

Ser feliz, meu Deus, que horror!

Terei que ser livre.

Terei que enfrentar os dias sem nenhum desalento.

Estar contente e satisfeita com o presente.

Lidar comigo mesma e não preencher a mente com alguma mosca ou ideia tosca.

Não, não me deixa ser feliz, não.

Quero mesmo é ser meretriz das desgraças.

Felicidade não existe. Quem foi mesmo que disse?

A vida não é conto de fadas.

Não posso ser feliz. …


Aréa de trabalho

Olho para o texto.

O que eu escrevo?

É conto?

É microconto?

É um encontro?

É uma crônica?

É uma sentença.

É minha morte.

É pura sorte.

Vale a tentar.

É uma frase que cabe?

Algo que vale?

É um vale.

É crônica ficcional?

É alguma coisa, afinal, ou só um texto.

Um texto só.

As frases soltas, revoltas, que dissolvem na boca, mas que na folha fazem um nó.

Teimam em ganhar sentimento, viver o momento, fazer das sílabas lamento.

Insistem em não serem jogadas ao vento.

Querem cifrar. Riscar. Rabiscar

Querem um papel decerto.

Ser o Código secreto…


Te conto um pouco de mim, mas invento.

Com intento, eu minto.

Eu minto?

Ou apenas ré sinto e repito como um eco um pouco, ou muito, de mim mesmo.

Eu conto.

Ou interponho.

Coloco regras, escapo pelas frestas, dentre meados finos da história que faço de mim mesmo.

No início, fazia a esmo.

Mas aprendi com o tempo, que não há lamento forte que não se esconda através de um norte, de um corte ou de um narrador.

Mesmo aquelas velhas histórias que de horror que carrego, posso transformar num. trágico contratempo.

Eu invento.

Será que invento?

Ou sou…


Não é sempre. É só de vez em quando.

Só quando tenho tempo. Quando por vezes a vida vem e me dá uma alfinetada de sentimento, e então acontece: lanço o amor fora de mim.

É como seu eu saísse do meu corpo. Esqueço do meu umbigo. O mundo já não gira de dentro para fora. Abandono qualquer queixa vil a dominar meu corpo e me ponho como espectador da vida do outro.

É muito estranho. Não estou deveras acostumado. Parece no início tão confuso, como se estivesse olhando através da neblina pelo lado errado.

Eis que neste rápido lampejo…

Izabella Cristo

🥰Escritora✒️, cirurgiã 🔪mãe👻,em relacionamento sério com as palavras. Autora dos livros Vida Nada Moderna e Retratos da quarentena. www.izabellacristo.com

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